Sentinel, no comando da transição digital da indústria!

O destino junta um grupo de engenheiros formados em eletrónica pela universidade do Minho, que chegam ao mercado de trabalho e são integrados nos primeiros projetos, desenvolvendo soluções de engenharia para a indústria. Muito focados nas suas competências técnicas, constroem uma carreira séria no desenvolvimento de software e sua integração com o hardware de máquinas. Ditou esse mesmo destino que, esse mesmo grupo de engenheiros, fizesse parte de um projeto inovador – a Sentinel. O conhecimento estava cimentado neste grupo, uma sabedoria que, unida à vontade empreendedora que os ligava, apenas precisou de encontrar a oportunidade certa para se transformar numa ideia e num negócio próprio.

 

 

 

Estivemos à conversa com Joel Alves, cofundador da Sentinel, a par de Rui Moreira, que nos falou com paixão do trabalho que têm vindo a desenvolver na empresa, referindo que o grande objetivo do projeto passa por apresentar soluções tecnológicas para o mercado, percebendo as suas necessidades, acrescentando valor e fazendo com que a Sentinel seja uma marca reconhecida no mundo industrial.

 

A relação entre a Sentinel e a Set.Up Guimarães revelou-se perfeita, com a incubadora a oferecer o apoio adequado, tanto no que toca às instalações como à oferta de mentoria e formação que, os responsáveis da Sentinel souberam aproveitar e colocar em prática no desenvolvimento da sua ideia de negócio, “tivemos a oportunidade de aproveitar um conjunto de sessões de formação que nos permitiram adquirir conhecimento em áreas diferentes da componente mais técnica, como gestão financeira, marketing, gestão de vendas, o que esperar quando estamos a criar uma startup ou os princípios do empreendedorismo, etc, o que nos despertou para algumas necessidades que tínhamos e nos conferiu conhecimento que ainda não possuíamos”.

 

Joel Alves é um apoiante de projetos como este desenvolvido pela Set.Up Guimarães, referindo que possuem um papel essencial de apoio no desenvolvimento de um negócio na sua fase inicial, “é essencial porque disponibiliza instalações para que as equipas possam desenvolver a ideia e trabalhar juntos, e dá acesso a uma rede de contactos que permite aprender muito mais rapidamente, o que é crucial no início de um negócio”, sublinhou o cofundador da Sentinel.

 

O objetivo de uma incubadora é dar as bases necessárias para que uma ideia de negócio se desenvolva, cresça e siga o seu rumo com sucesso. A Sentinel é um ótimo exemplo desse princípio e neste momento já está a exercer a sua atividade em instalações fora da incubadora, num crescimento “mais rápido do que antevíamos inicialmente”, como admitiu Joel Alves durante a nossa conversa, acrescentando que “pensávamos que iriamos ter uma fase mais focada no reconhecimento da marca no mercado, até porque o mercado automóvel (onde se têm focado) estava a passar uma fase de maior indecisão, com muitos fabricantes a apostarem mais na produção de veículos elétricos, outros nem tanto, juntando-se a este aspeto a crise mundial por causa da guerra na Ucrânia. No entanto, de repente, houve uma aposta muito grande, por parte de alguns dos nossos clientes, que reconheceram o valor da Sentinel numa primeira solução e fizeram encomendas avultadas, o que nos levou a ter de provar que tínhamos capacidade de resposta”. Este desafio fez com que a Sentinel tivesse de acelerar os seus planos, o que motivou a uma mudança de instalações e à contratação de mais elementos para a sua equipa que conta já com 10 pessoas especializadas. A Sentinel tem no seu portfólio de clientes, empresas multinacionais como a Continental, Borgwarner, Amorim e Simoldes. Estes clientes já há muito tempo fizeram a validação do produto da Sentinel, estando agora numa fase de escala desse produto para outros projetos de maior dimensão.

 

Apresentar soluções que levam as empresas para a Era da indústria 4.0

 

“Para os próximos cinco anos definimos diferentes estratégias, sendo que uma delas passa por sermos um fornecedor a nível mundial deste software.”

 

 

A Sentinel do Joel Alves, do Álvaro Oliveira e do Rui Moreira é, hoje, a Sentinel de uma equipa em crescimento sólido, com olhos postos num futuro de desafios que apenas os incentiva a procurarem ser mais e melhores naquilo que fazem e oferecem ao mercado. Uma ideia nascida e incubada na Set.Up Guimarães que cresce a “olhos vistos” e que hoje amplia o seu futuro nas antigas instalações da Fábrica da ASA, em Guimarães.

 

Uma vez Set.Up Guimarães, para sempre Set.Up Guimarães e a Sentinel é disso um ótimo exemplo, mantendo uma ligação estreita com este projeto e sendo parte ativa do seu ecossistema empreendedor.

 

A Sentinel tem vindo a destacar-se com um software totalmente desenvolvido pela sua equipa e que é a base de todos os produtos que colocam no mercado, “esse software nasceu do empenho e dedicação extrema dos cofundadores nos primeiros meses de operação da empresa. O conhecimento que tínhamos neste tipo de tecnologia, permitiu-nos ser bastante assertivos nas primeiras soluções que oferecemos ao mercado.”, afirmou Joel Alves, o que lhes possibilita ter uma visão de futuro ambiciosa, como admitiu o cofundador da marca dizendo que “para os próximos cinco anos definimos diferentes estratégias, sendo que uma delas passa por sermos um fornecedor a nível mundial deste software. Acreditamos que este produto possa ser uma ferramenta essencial para clientes que automatizam fábricas pelo mundo inteiro. Este é um software que facilita a construção de equipamentos de teste automático e controlo de peças em linha de produção. Cada vez mais as empresas fazem peças com produção em série, e em grandes quantidades e cadência, o que dificulta terem operadores a fazer essa revisão do ponto de vista do controlo de qualidade da peça. O nosso software alia tecnologias como a Inteligência Artificial e Visão por computador, fazendo esse controlo de forma automática a 100% da produção” explicou Joel Alves.

 

O futuro é feito de desafios, seja ao nível da concorrência, o que vai fazer com que, como admite Joel Alves, “tenhamos de acelerar o nosso processo de desenvolvimento de conquista de mercado e de maturação da tecnologia para conseguirmos ganhar terreno”, seja o nível das vicissitudes advindas da conjuntura económica provocada por fatores como a guerra na Ucrânia que “pode criar uma contração na economia e nas indústrias para as quais trabalhamos e que pode provocar uma diminuição no volume de encomendas”. No entanto, e com vista a combater este último desafio, Joel Alves afirma que estão a “fomentar uma estratégia que passa pela diversificação do nosso mercado e pelo alargamento a outras indústrias que não apenas a automóvel”.

 

“A maior parte dos empreendedores cria o produto, a custo de um investimento pessoal enorme, e só depois vão à procura do mercado, correndo o risco de verificarem que o produto, ou está obsoleto ou não tem aceitação, acabando em frustração”.

 

Este é um caminho de desafios e, durante a conversa Joel Alves refere isso mesmo, deixando um conselho a quem tem uma ideia de negócio e quer colocá-la no mercado e que se foca no facto de “ao termos uma ideia ou um conceito inovador, não significa que já temos grande parte do caminho feito. Basicamente, não temos nada. Porque, ideias há muitas e, apesar de acharmos que temos uma ideia diferente de todos, essa não é a realidade, já muitas pessoas podem ter pensado nessa mesma ideia”. Joel remata dizendo que “o mais importante é estar no mercado, perceber se a ideia será bem recebida. É esta a parte complicada. É saber como criar estratégias de como testar o mercado, saber como é que rapidamente consigo colocar o produto nesse mercado e, mais do que saber se um cliente precisa desse produto, é fazê-lo pagar por ele, ou seja, conseguir convencer alguém investir numa ideia, num produto que ainda não existe e que precisa ser desenvolvido.” Joel acredita que é este o princípio base para que uma startup possa vingar, acrescentando que “a maior parte dos empreendedores cria o produto, a custo de um investimento pessoal enorme, e só depois vão à procura do mercado, correndo o risco de verificarem que o produto, ou está obsoleto ou não tem aceitação, acabando em frustração”.

 

A Sentinel do Joel Alves, do Álvaro Oliveira e do Rui Moreira é, hoje, a Sentinel de uma equipa em crescimento sólido, com olhos postos num futuro de desafios que apenas os incentiva a procurarem ser mais e melhores naquilo que fazem e oferecem ao mercado. Uma ideia nascida e incubada na Set.Up Guimarães que cresce a “olhos vistos” e que hoje amplia o seu futuro nas antigas instalações da Fábrica da ASA, em Guimarães.

 

Uma vez Set.Up Guimarães, para sempre Set.Up Guimarães e a Sentinel é disso um ótimo exemplo, mantendo uma ligação estreita com este projeto e sendo parte ativa do seu ecossistema empreendedor.

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